MAP e seu Acervo
Significativo Valor e Representatividade

O MAP, desde sua inauguração, tem recebido a simpatia dos que o visitam, e estes sempre nos trazem elogios mostrando grande identificação com o trabalho desenvolvido. Um aspecto que tem chamado a atenção de muitos é que, apesar do curtíssimo tempo de existência e dos recursos limitados de que dispôs, o MAP conseguiu organizar um acervo de valor simbólico inestimável para toda a região metropolitana de São Paulo, além de oportunizar memórias afetivas e de origem social, em muitos dos visitantes.

Talvez a melhor tradução para esta identidade que vem sendo construída seja a pluralidade e o entendimento da cultura popular que o MAP afirma, não apenas como ideário, mas como prática. A leitura que conduz as ações do Museu parte da concepção de que arte popular é um saber ligado estreitamente às necessidades da população e que estão expressas em diversas manifestações.

As festas, as referências de memórias, os ritos e a religiosidade popular convivem permanentemente em nossas ações e deste modo vão delineando e sugerindo o caráter do MAP como espaço público de encontros e manifestações espontâneas da comunidade.

O acervo e as ações do MAP refletem diálogos de grande interesse cultural e antropológico, em que a perspectiva da arte popular não está distante da possibilidade do erudito; valores originalmente rurais e primitivos são permeados pelos signos da vivência urbana e cosmopolita, circularidade que se põe presente entre os universos popular e culto, seja através de obras ou manifestações culturais originais ou pela apropriação da arte popular dos elementos da contemporaneidade, de forma criativa e crítica.

O que originalmente identificaria o MAP, um espaço de artes plásticas, exposições e fruição de estéticas, foi ampliado pela sua própria dinâmica em espaço de expressão, transformando-o em local de convívio de diversas manifestações artísticas de cunho popular.

O acervo está dividido em três linguagens: gravura, Pintura e tridimensional:

Gravura

Artistas do Acervo Abraão Batista . Costa Leite . Francorli . Givanildo . J. Borges . Jeronimo Soares . José Lourenço . Lira Nordestina . Airton Laurindo . Cícero Lourenço . Marcelo Soares . Nilo . Stênio Diniz . Valdeck de Garanhuns

A xilogravura popular brasileira nasce vinculada a literatura de cordel a qual servia de ilustração. Originária do continente europeu – França, Portugal e Espanha – encontra em terras brasileiras sua manifestação mais exuberante e duradoura. A produção destas imagens nos coloca no tempo e no espaço, como crônicas do cotidiano sertanejo e urbano. Os temas, nascidos principalmente no ambiente rural, abarcam o religioso e o profano incluindo narrativas, histórias, lendas e fábulas tradicionais, além de acontecimentos insólitos, cotidianos, trágicos e humorísticos.
Esses verdadeiros tesouros criados pelo povo são considerados atualmente uma das expressões mais singulares do repertório visual do mundo. Criados através de técnicas simples, entalhados na madeiras e impressos no papel, atingem nas mãos dos mestres o refinamento e a riqueza de detalhes de verdadeiras obras primas.

Pintura

Artistas do Acervo A. Almeida . Aécio de Andrade . Agnaldo . Aracy . Camila Oliveira . Castorina Seraffim . Chico da Silva . Cipriano . Climério Cordeiro . Conceição Silva . Deivid Daniel . Efigênia Rosária Silva . Enzo Ferrara . Guiomar . Hammler . Iracy Nitsche . João Bas . João Cândido da Silva . Josinaldo . José Saboia . Kora Dias . Lorival Viegas . Lourdes de Deus . Lua Airê . Nerival Rodrigues . Odonagué . Robson Barros . Roderic Stell . Rodrigues Lessa . Rosangela Borges . Tavares . Thaís Ibañes . Waldeci de Deus . Waldomiro de Deus

A pintura naïf esta fortemente vinculada a arte popular nacional, produzida por artistas não eruditos, geralmente autodidatas, que se manifestam de forma livre e espontânea.
A pintura naïf apresenta cores vivas e intensas, de imaginação e beleza que brotam do inconsciente coletivo, em composições detalhistas, de fácil compreensão e em constante renovação. Deixando-se penetrar por influências eruditas, embora conserve sua natureza própria. Resultado direto da criatividade do povo brasileiro, que combina em doses constantes a sabedoria e o sonho. O que caracteriza todos estes pintores populares e a consciência da autonomia na hora de criar, o uso expressivo e ornamental das cores, o lado onírico que diferencia suas obras da própria realidade e o sopro poético presente em seus quadros. Como não é pintura acadêmica, não se estuda, mas se sente, é marcada por imagens do cotidiano rural e urbano e pela pureza de traços, cores e formas surgidas num constante exercício de liberdade de expressão.

Tridimensional

Artistas do Acervo Ana Ribeiro . Acervo Ilva Aceto Maranesi . Acervo Foop . Autor desconhecido . Beto Rasta . Biroka . Celso Ohi . Centro de Cultura Popular Mestre Noza: . Diomar das Velhas . Paulo Sérgio . José Luis . Camila de Oliveira . Cipriano . Dona Zefinha . Eduardo Santos . Elia Teixeira . Elson Alves dos Santos . Fabinho . Figureiras de Taubaté: . Cândida . Luiza . Familia GTO: . MMS . GFO . Gilmar Tavares . Guilherme de Faria . João Alves . João Cãndido . João Pereira de Andrade . Jorge da Cruz . José Pereira . Lira Marques . Louco Filho . Margarida Chaves . Maria Cândido Monteiro . Maria Cardoso . Maria de Lourdes Cândido . Maria do Socorro Cândido . Mariano Neto . Melchior . Nanete . Nelson AT . Noemisa Batista dos Santos . Odon Nogueira . Otávio Bahia . Roxa . Silas Vilela . Ulisses Mendes . Valdeci . Virso de Vecchi . Willi de Carvalho . Zé Pretinho . Zezinha . Zhena . Zú Campos

Uma das características mais constantes dos artistas que emanam do povo, reside no gosto de dar forma, literalmente, a seu intenso imaginário. Provenientes das camadas populares em contanto permanente com os ofícios do cotidiano e práticas manuais, encontram na cerâmica, nos objetos, nas esculturas, nas máscaras e nas instalações a forma certa para a realização de suas criações.
É interessante lembrar que no Brasil, a influência do legado da cultura africana sempre foi notoriamente escultórica, que se encontra com a prática de realização de símbolos de adoração às divindades afro-brasileiras e convergem com a ampla tradição católica de veneração de diversos santos que se traduzem na presença inestimável de nossos santeiros. Contribuindo para definir uma marcante presença cultural de imagens tridimensionais para formar o riquíssimo acervo da estatuária simbólica do povo brasileiro.


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