<%@LANGUAGE="JAVASCRIPT" CODEPAGE="1252"%> Ricardo Amadasi - Comentários
   

 

MAP e seu Acervo
Significativo Valor e Representatividade

O MAP, desde sua inauguração, tem recebido a simpatia dos que o visitam, e estes sempre nos trazem elogios mostrando grande identificação com o trabalho desenvolvido. Um aspecto que tem chamado a atenção de muitos é que, apesar do curtíssimo tempo de existência e dos recursos limitados de que dispôs, o MAP conseguiu organizar um acervo de valor simbólico inestimável para toda a região metropolitana de São Paulo, além de oportunizar memórias afetivas e de origem social, em muitos dos visitantes.

Talvez a melhor tradução para esta identidade que vem sendo construída seja a pluralidade e o entendimento da cultura popular que o MAP afirma, não apenas como ideário, mas como prática. A leitura que conduz as ações do Museu parte da concepção de que arte popular é um saber ligado estreitamente às necessidades da população e que estão expressas em diversas manifestações.

As festas, as referências de memórias, os ritos e a religiosidade popular convivem permanentemente em nossas ações e deste modo vão delineando e sugerindo o caráter do MAP como espaço público de encontros e manifestações espontâneas da comunidade.

O acervo e as ações do MAP refletem diálogos de grande interesse cultural e antropológico, em que a perspectiva da arte popular não está distante da possibilidade do erudito; valores originalmente rurais e primitivos são permeados pelos signos da vivência urbana e cosmopolita, circularidade que se põe presente entre os universos popular e culto, seja através de obras ou manifestações culturais originais ou pela apropriação da arte popular dos elementos da contemporaneidade, de forma criativa e crítica.

O que originalmente identificaria o MAP, um espaço de artes plásticas, exposições e fruição de estéticas, foi ampliado pela sua própria dinâmica em espaço de expressão, transformando-o em local de convívio de diversas manifestações artísticas de cunho popular.

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