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MAP- um bem público

O surgimento do MAP - Diadema significou um bem para a cidade. A partir dele, as manifestações da arte e da cultura popular ganharam espaço; por ser permanente, vivo, dinâmico em sua atuação, possibilitou que leituras e ações afirmativas e identitárias se fortalecessem.

Ao estabelecer um diálogo e convívio com os saberes e expressões artísticas e culturais das raízes de nosso povo, recebeu também boa acolhida da população. Desde o início este era o pensamento
e o objetivo do MAP; hoje, quatro anos e meio depois de sua inauguração, vejo e digo, e com alegria, que avançamos em direção aos princípios que expressam as mais representativas e
relevantes conquistas de instituição de cultura, quais sejam: criar laços afetivos com os artistas e com a comunidade; vivenciar momentos de comum entendimento, de trocas, de partilha, de alegrias e conhecimentos; conquistar o reconhecimento em ser de fato um bem público da coletividade.

Para uma melhor compreensão da história do MAP cito as principais razões que acredito venham ser o alicerce, o que gerou e constituiu os pilares de sua construção: clareza do projeto inicial; constituição de equipe afinada com a proposta; pesquisa para aquisição de acervo; contato permanente com os artistas; prática regular de exposições, com espaço para encontros, festas e manifestações; ações educativas, de formação e reflexão; articulações propositivas para parcerias. Esta é a síntese, no entanto, há também um fator que ainda não foi mencionado, que permeia todo este processo; falo da paixão que todos da equipe demonstraram ter pela arte popular, pela gente simples de nosso Brasil, pelas suas histórias e sua capacidade de superação e transcendência. Sobre este último ponto faz jus pontuar uma referência especial ao idealizador e curador do MAP, Ricardo Amadasi, que foi capaz, desde o início, de cativar e mobilizar a todos, a cada um, para construir o MAP. Neste período observei que os incentivos que recebemos, assim como o regular acesso ao espaço na mídia que obtivemos, foram conquistas significativamente positivas também à valorização social da arte e a cultura popular, pois a difusão de nosso acervo, nossas exposições e ações tornava visível este universo, de acesso ainda muito restrito no meio urbano e que por vezes ainda enfrenta preconceitos.

Sob a perspectiva dos artistas e artesãos, a abertura destes espaços se reflete e se reverte em mais estímulos à sua criação. Temos ainda muito potencial para crescimento, trabalho a
realizar, pois a diversidade cultural do Brasil é imensa, sua essência pulsa em cada canto do país, com seus mestres, seus griôs, seus artistas, em todos os povoados, em todas as comunidades.
Ao concluir, quero expressar que participar do MAP é surpreendente, pois o contato e a convivência com o universo da arte e da cultura popular é revigorante, uma fonte inesgotável de descobertas sobre o Brasil, um rico manancial para a ampliação de repertório, também de crescimento pessoal e profissional.

José Aparecido Krichinak - Agente de Comunicação do MAP

 

 

 

 

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